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20 set/16

Série A: só em 2018

Inter caminha para a Série B

Aceitação. Este é o estágio que chegamos. Estamos aceitando que vamos cair. É o último estágio da tragédia.

Depois de perdermos em casa para o Vitória, fomos derrotados pelo lanterna do campeonato, mais uma vez no último minuto, mais uma vez pelo lado esquerdo e além disto, jogando com Anselmo, Artur e Fabinho; e com Seijas no banco. Nosso treinador acha que só precisamos aparar arestas. Realmente, falta pouco para chegarmos no 19º. Mas ainda tem o confronto direto com o Santa Cruz, eles ainda tem chance.

Mas como tanto faz cair em 17º ou em 20º, o negócio é pensar em 2017. Quanto antes nos prepararmos, menos traumático será o calvário da série B. O problema é como se preparar para um ano que nem sabemos quem será o presidente ainda? Como contratar um treinador, buscar reforços, planejar o ano que vem?

Acho que Fernando Carvalho tem um papel fundamental agora. Precisa chamar todos os grupos políticos, chegarem num consenso, definir que comandará o colorado ano que vem para pensarmos juntos na recuperação. Este não é um processo rápido, vai levar algum tempo.

Enquanto isto, vai ter que ser com Celso Roth mesmo. O que dá para fazer é exigir que ele teste novos jogadores para ver com quem dá para contar em 2017: Andrigo, Eduardo(s), Ferrareis, Rak, Brenner, Fernando Bob, Marquinhos, etc. Pior do que continuar perdendo todas e não marcando gol não deve ficar…

9 jul/16

O Inter precisa de mudanças

Argel-Fucks

Eu costumava ser sempre um defensor do técnico Argel, achava que as críticas em cima dele eram injustas, e não deixei de pensar assim definitivamente, ele tem muita culpa sim, porém não tem como fazer milagre com um grupo de jogadores tão deficitário, e uma direção tão lenta, e incompetente.

Argel chegou a um clube que estava destroçado, que vinha de uma eliminação na semifinal de libertadores, e um Gre-Nal onde havia levado uma goleada histórica, fora as vendas de jogadores importantes pós-libertadores. O técnico conseguiu encontrar uma forma de jogar, mesmo que tenha sido criticada até o fim do campeonato, conseguiu ser um dos melhores do returno. E neste ano com o título gaúcho, a humildade de sempre, e o bom começo no brasileirão fizeram com que amenizasse a desconfiança em cima de Argel.

Com um grupo escasso de qualidade, o que vinha acontecendo de produtivo era lucro, quem imaginou que poderíamos liderar o brasileirão, ganhar de São Paulo e Santos fora, e Atlético Mineiro em casa? Não tinha como não se empolgar, mas todo colorado realista tinha em mente que provavelmente isto era apenas um Sprint de início de campeonato, e que só poderíamos sonhar mais alto depois que realmente o elenco fosse reforçado. Novos jogadores chegaram, em um momento de total instabilidade, e derrotas sequenciais. Mas ainda o jogador que realmente precisamos não chegou, Seijas é o principal reforço do ano, é um grande jogador, porém não é o armador que vai pifar os jogadores, ou por a bola no chão, nem é o estilo dele. Ariel é o jogador que faltava para o nosso ataque, estava agoniante ver os laterais colorados cruzarem tantas bolas na área e nunca ter ninguém para finalizar, parece que o Ariel é o cara que vai fazer isto.

Precisamos de mudanças, mas não tenho coragem de jogar toda culpa em cima de Argel, e achar que só ele é o problema, não vai ser contratando outro técnico que as coisas vão mudar radicalmente. Necessitamos que a nossa direção seja um pouco mais competente, e aja com inteligência, para pelo menos lutarmos por algum título nacional, neste ano. Isto é o que tanto almejamos.

5 jul/16

Porque o Inter caiu tanto?

Se voltarmos ao início do campeonato, poucos acreditavam que o Inter estaria brigando pela liderança nas primeiras rodadas. Um time instável, em construção, com muitos jovens e reforços por chegar. Mas, após 8 rodadas, o Inter era líder com aproveitamento invejável, fazendo 20 pontos em 24 possíveis e com algumas partidas de bom futebol.

Mas, 5 rodadas depois, os números mudaram completamente. Fizemos 1 ponto em 15 possíveis e a esperança de um bom Brasileirão virou incerteza. Afinal, o que aconteceu das 8 primeiras rodadas para as 5 últimas?

Analisei a escalação do colorado nestes 13 jogos e, sem entrar no mérito da qualidade dos nomes, minha conclusão é: tinhamos um time encaixado e começamos a trocar muitas peças seja por lesão, reforços ou qualidade técnica.

Nas 8 primeiras rodadas, temos uma mesma equipe que entrou em campo pelo menos em 75% das partidas: Danilo; William, Paulão, Ernando e Artur; Fernando Bob, Fabinho, Andrigo e Ferrareis; Sasha e Vitinho.

Nos cinco jogos seguintes, tivemos modificações em quatro posições:

Gol: Danilo jogou dois jogos, se machucou, deu lugar a Jacsson e depois Muriel
Zaga: Paulão se machucou contra o Figueirense, deu lugar a Alan Costa que, depois de 2 jogos, perdeu o lugar para Leandro Almeida, voltando no Gre-Nal.
Volante: Com a volta de Dourado, Fernando Bob perdeu o lugar. Dourado é indiscutivelmente melhor que Bob e Fabinho, mas a falta de ritmo de jogo pode estar prejudicando o meio campo. Quando ele voltou, também achei que Bob deveria perder o lugar, mas olhando agora, acho que eles se complementam mais e Fabinho deveria sobrar.
Meio-campo:  Mesmo quando estávamos ganhando, a titularidade de Andrigo já começava a ser questionada por não conseguir repetir as atuações do Gauchão. Primeiro ele perdeu lugar para Alex que vinha entrando bem, depois foi a vez de Anderson entrar e, por último, Seijas. O fato é que nenhum deles agregou mais do que Andrigo e acho que nenhum deles marca a saída de bola como ele fazia, sobrecarregando Sasha que não vem mais apresentando o mesmo futebol de antes.

Estas mudanças mexeram com a estrutura do time e a confiança de quem estava jogando. A meritocracia de Argel entrou em xeque pelo grupo quando Geferson entrou no time sem ter condições de jogar uma partida inteira. Ou quando Anderson volta ao time titular sem estar em forma (um ano e meio depois!). Leandro Almeida e Seijas estrearam sem agregar muito ao time, jogaram mais pelo nome na minha opinião. E me parece que pode acontecer o mesmo com Ariel. Quem não joga vira solução, este filme já vimos no passado.

Ganhamos no início porque tinhamos mais intensidade. Depois começamos a colocar jogadores com menos capacidade física, seja por causa da idade, peso ou falta de ritmo de jogo. Entendendo porque ganhamos, podemos retomar o caminho das vitórias se repetirmos a fórmula. A volta de meritocracia e de jogar quem está mais inteiro pode nos recolocar de volta no G-4 nas próximas rodadas.

 

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